
Napoleão Bom na Parte imperava sobre a Europa, conquistando tudo pela frente . Para derrotar os poderosos ingleses determinou que todas as nações ficassem de mal com a Inglaterra. Como D João VI era amiguinho dos ingleses e dono da bola , quis parar , mas já não dava tempo. Napoleão estava chegando em Portugal furiosa , com um exército de 30.000 franceses fedorentos comandados pelo célebre Olivier Anquier.
Quando o mensageiro Manuel informou a D João acerca da aproximação do nanico Napoleão, foi o pânico.
Na altura não havia condições para enfrentar um inimigo tão forte, Que fazer? Depois de muitos debates, tomou-se uma decisão que somente homens honrados, inteligentes e corajosos poderiam tomar: a família real devia partir imediatamente para o Brasil com o rabo entre as pernas.
Veja a relação da família real naquele momento:
A rainha
D. Maria I tinha 73 anos, era viúva e enlouquecera, por isso não podia reinar.
As irmãs da rainha
Maria Ana tinha 71 anos e era solteira.
Maria Benedita tinha 61 anos e era viúva
Os amantes
Dom Humberto Martins Chalaça, 22 anos , dava uns pegas na Maria Ana, nas segundas , terças e quartas. Nas quintas , sextas e sábados, pegava a Maria Benedita. Nos domingos, pegava a Danielle Winitts.
O príncipe Regente
D. João era o filho mais velho da rainha e ele é que governava em nome da mãe, por isso se diz Príncipe Regente. Tinha 40 anos, era casado com uma princesa espanhola que lhe dera oito filhos, nenhum era dele de fato.
A mulher do Príncipe
D. Carlota Joaquina tinha 32 anos. Viera para Portugal em criança para se habituar à língua, aos costumes e ao país do noivo. O casamento efetuou-se quando ela tinha apenas 10 anos.
(D João será julgado ainda este ano por pedofilia).
Os principezinhos
Maria Teresa tinha 14 anos, Maria Isabel tinha 10 anos, Pedro tinha 9 anos, Maria Francisca tinha 7 anos, Isabel Maria tinha 6 anos, Miguel tinha 5 anos, Maria da Assunção tinha 2 anos e Ana de Jesus tinha 1 ano, Emília, 13 anos, Narizinho, 14 anos e Puca (idade desconhecida).
Um primo-amante, Pedro Carlos, de Carlota Joaquina, vivia em Portugal desde criança e era o noivo de Maria Teresa.
15 mil viajantes
A família real não ia sozinha para o Brasil: ia acompanhada pelas pessoas que desempenhavam altos cargos na Corte e pelos funcionários e criados do palácio. Mas houve muitos nobres e muitos burgueses que decidiram ir também. Por quê? Se o Lula e todo o Senado metem o pé do Brasil, ia ter coisa não ia?
Ao todo 15 mil pessoas, que ainda trouxeram jóias, brinquedos, móveis, animais de estimação, e doenças, muitas doenças.
Embarque
Não havia muitas escolhas : ou eram os exércitos de Napoleão ou eram os navios cheios de ratos que levariam ao Brasil. Desse episódio cunhou-se as frases mais populares de nossa cultura: Se ficar o bicho pega , se correr o bicho come; c... de bêbado não tem dono; quem espera sempre alcança; quem avisa amigo é ; e se conselho fosse bom , seria pago.
As famílias pobres, coitadas, já iam separando suas filhas para os soldados de Napoleão,que chegariam com força, 24 horas depois.
Primeiro, a família centavo de real chegou a Salvador, onde foram recebidos pelo Olodum e passearam num trio elético. D João adorou a cidade, o vatapá, o acarajé e o Popó. Ficou ali durante um mês onde fez algumas bem-feitoria s, como ordenara a criação de um hospital , transformar o GeraSamba no Tchan , e criação de escola de medicina. Tudo isso agradou os baianos que solicitaram sua permanência alegando ser o melhor local para a sua instalação. Para convencer o príncipe regente , nomes ilustres foram convocados como Gal, Betania , Veloso, Caimmy e ACM, mas foi em vão. Após tantas mandingas, D João decide ao Rio de Janeiro, pois dizia que seu maior sonho era conhecer o Maracá.
No Rio de Janeiro moravam 60000. Com mais 15000 de uma hora pra outra , precisava –se de uma solução eficiente para alojar toda a corte portuguesa. Após pesquisas realizadas pela NASA sob encomenda da cúpula do PMDB, chegaram a brilhante idéia de expulsar os moradores de suas casas. Como não tinham onde morar , fundaram barracões, que mais tarde originariam as escolas de samba.
Além de um palácio, D João ganhou uma Quinta ( da Boa Vista ) , que ficava pertinho do Maracanã, o que facilitaria sua ida aos jogos.
D. João VI encontrou uma cidade pobre, sem planejamento urbano e saneamento básico, com ruas estreitas, sujas e apinhadas de escravos, ambulantes e "bugres", escravos responsáveis pelo despejo de dejetos na baía. O Paço Imperial, residência oficial do Vice-Rei, possuía uma arquitetura pobre, sem adornos, ainda no estilo colonial "porta e janela", sem mobiliário adequado para receber um monarca e, sobretudo, muito pequeno para abrigar a comitiva real. Diante disso, contratou decoradores renomados, cabeleireiros famosos , como Jasas e Edson Freitas, e gourmets competentes como Ana Maria Braga.
Sem Internet e TV digital, D João se viu sem nada a fazer e criou várias instituições culturais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português de Leitura, o Teatro São João (atual Teatro João Caetano), a Gazeta do Rio de Janeiro (sob censura régia), a Imprensa Nacional, o Museu Nacional, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, o Clube de Regatas Vasco da Gama, o jogo do bicho, a sueca e a bossa-nova.
O Brasil elevado à categoria de reino
Em 1815 o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e foi elevado à loção perfumada de reino unido com Portugal. Naturalmente não faltaram desfiles e bailes.
A coroação de D. João VI
No ano 1816 morreu a velha rainha D. Maria I. D. João há muito que governava pois a mãe enlouquecera, mas só nesse ano subiu ao trono como D. João VI. D Maria foi enterrada no Cemitério do Caju, onde ainda pode-se observar os restos da velha que saltam da terra.
O casamento do príncipe herdeiro
D. Pedro, sendo herdeiro do trono dos Reinos Unidos de Portugal e do Brasil, só podia casar com uma princesa que pertencesse a uma família real muito antiga e de grande prestígio. A escolha recaiu na princesa Leopoldina,grande estação de trem, filha dos imperadores do ilustre país de Brunei.
Ah... falamos tanto do Brasil que esquecemos do paizinho da Europa. Portugal estava sem rei, e logo aconteceria uma rebelião. Num presídio chamado Carandiru , ô pá, os revoltosos exigiram o retorno de D João, senão ficariam de mal. D João com medo de perder amiguinhos voltou com toda a patota , deixando seu Filho Pedro como regente e alguns nobres que se engraçaram com algumas negrinhas brasileiras.
Quando chegou em Portugal, todo mundo mandava , menos ele. Mudaram o bagulho todo e exigiram o retorno de D Pedro à Portugal , bem como a retomada da colonização do Brasil. D Pedro, que possuía muitas mulatas por cá, nuca aceitaria uma coisa dessas. Preferiu ficar em Ipanema e tomar um chopinho e o restinho vocês poderão observar no post Independência do Brasil.

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