quarta-feira, 23 de julho de 2008

Revolta da Vacina


A Revolta da Vacina

Início do século XX.
A cidade maravilhosa não era nada maravilhosa : ratos, cocô, doenças, falta de saneamento e flamenguistas. O então presidente da república, Rodrigues Alves, querendo organizar a zona e prevendo que ia lucrar com cartões-postais, juntamente com o prefeito do Rio, Pereira Passos, iniciou reformas para melhoria da zona.
Pereira Passos derrubou cortiços, casas de perdição, Caio Martins, casarões abandonados, com a finalidade de embelezar o coreto.
Receberam também a ajuda de Oswaldo Cruz, grande sanitarista (media 2,04 m) que criou a Brigada do Raid, que entrava nas casas caçando mosquitos transmissores de febre-amarela e ratos transmissores de ideais políticos e peste bubônica.


*Para saber mais sobre peste bubônica , é só jogar no Google.

Cabe ressaltar que para que existisse o êxito, tudo foi imposto à força , inclusive militar, visto que a população daquele tempo conseguia incrivelmente ser mais porca que a de hoje.

"Tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, lampiões quebrados à pedradas, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, árvores derrubadas: o povo do Rio de Janeiro se revolta contra o projeto de vacinação obrigatório proposto pelo sanitarista Oswaldo Cruz" (Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904).

Como todo mundo tava correndo da agulhada , menos os gaúchos, o sanitarista recorreu ao Congresso , que tornou a vacina obrigatória. Foi o caos: A população estava confusa e descontente.Os gays a-do-ra-ram! A cidade parecia em ruínas, muitos perdiam suas casas e outros tantos tiveram seus lares invadidos pelos mata-mosquitos, que agiam acompanhados por policiais. Jornais da oposição criticavam a ação do governo e falavam de supostos perigos causados pela vacina. Além disso, o boato de que a vacina teria de ser aplicada nas "partes íntimas" do corpo (as mulheres teriam que se despir diante dos vacinadores) agravou a ira da população, que se rebelou.
A reação popular levou o governo a suspender a obrigatoriedade da vacina e a declarar estado de sítio (16 de Novembro). A rebelião foi contida, deixando 50 mortos e 110 feridos. Centenas de pessoas foram presas e, muitas delas, foram enviadas para um lugar horrível : Acre.
O Governo esperou a poeira baixar e lançou o que seria a melhor idéia de todos os presidentes desse país: a Criação do Zé Gotinha, que com sua carinha amigável e jeito fanastrão , conquistou a população e , pouco a pouco, a varíola foi erradicada. Pena , que depois veio a AIDS , a cólera , a dengue , o PT ....

5 comentários:

Prof Agenor Miranda disse...

Cabe ressaltar que se não fôsse essa reviravolta na vida da cidade do Rio de Janeiro, ela nunca seria alcunhada de Cidade Maravilhosa

Anônimo disse...

Vai tomar no cu!!!!
deixando minha crítica como o cara acima . Se não fosse o Flamengo não seria cidade maravilhosa(mesmo nas atuais circunstâncias)

Luiz Claudio(colega de turma) disse...

Maneiro Rafa, vou me tornar assíduo de seu Blog.

Rosana disse...

Muito Engraçado!!!!
Continue com essa alegria.

Tati Macedo disse...

Caramba Rafael, não sabia desse seu talento...
Seu blog é ótimo, já sou sua fã..

Bjs...
Tati ;)

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