Eis a história do primeiro chefão do mal brasileiro. Lapião era de uma família comum, de um lugar comum, e se não houvesse rixa entre sua família e a família vizinha, talvez não estivéssemos falando dele agora.
Foi o segundo filho de José Ferreira da Silva e de Maria Selena da Purificação. Tinha como irmãos: Antônio, João, Levino, Ezequiel, Angélica, Virtuosa, Maria e Amália.
Quando adolescente, acompanhado por seus irmãos Levino e Antônio, envolveu-se em crimes por questões familiares.
Seu pai era um homem tranqüilo. Após várias tentativas que procuravam finalizar a rixa (por questões de disputa de terras e demarcação de divisas entre propriedades rurais) existente contra a família do seu vizinho José Saturnino, acabou sendo morto pelo delegado de polícia Amarílio Batista e pelo Tenente José Lucena, quando o destacamento procurava por Virgulino, Levino e Antônio, seus filhos.
Foi aí que a vaca foi pro brejo do sertão. Lampião ficou fulo e resolveu ir pra Brasília com o diabo ter, alistou-se numa tropa de bandidinhos e dois anos depois já era o líder deles, porque eram todos cegos e em terra de cegos quem tem um olho é rei...he...he...( Entendeu a piada?). Juntando a sede de vingança, a feiura, e a vontade de enriquecer começou a espalhar terror pelo sertão, tornando-se o bandido mais visado da região.
Depois de um tempo, aliciados pelo Padim Ciço, quiseram mudar de lado , em busca de reconhecimentoe ,e do alto soldo militar, e começaram a perseguir os revolucionários da Coluna Prestes. Mas aí quando eles pensavam estar no lado dos mocinhos, a poliçada mandou bala , e voltaram a vidinha de bandidagem.
Em 1928, ano em que o Sport faturava o caneco permabucano , com 22 pontos, com 1 a zero em cima do Santa Cruz, Lampião perdeu um de seus melhores cangaceiros , numa investida em Mossoró. Tratava-se de Jararaca , um senhor pacato, boêmio, que adorava beber na 1º de março. Na emoção da perda , Lampião ecreveu um clássico infantil em homenagem ao falecido :" Esta é a história de uma serpente que desceu do morro para procurar o pedaço do seu rabo, você também , você também faz parte do meu rabão...".
Após esta derrota em mossoró, Lampião e sua prole passariam a ser perseguidos por três estados brasileiros, e a fuga não era fácil, pois à noite os policiais sempre conseguiam avistar o Lampião ( entendeu?).
Em fins de 1930 ou começo de 1931, escondido na fazenda de um coiteiro - nome dado a quem acolhia os cangaceiros e que adoraiva um coito - conheceu Maria Déia Nenén, a mulher de um sapateiro, que se apaixonou por ele e com ele fugiu, ingressando no bando. A mulher de Lampião ficou conhecida como Maria Bonita e, a partir daí, várias outras mulheres se integraram ao bando. Cabe ressaltar que ela não era nada bonita.
No ano de 1936, o comerciante Benjamin Abraão, com uma carta de recomendação do Padre Cícero, consegue chegar ao bando e documenta em filme Lampião e a vida no cangaço. Esta "aristocracia cangaceira", como define Lampião, tem suas regras, sua cultura e sua moda. As roupas, inspiradas em heróis e guerreiros, como Napoleão Bonaparte, são desenhadas e confeccionadas pelo próprio Lampião. Os chapéus, as botas, as cartucheiras, os ornamentos em ouro e prata, mostram sua habilidade como artesão e que era Maria Bonita que mandava no negócio.

Maria Bonita sempre insistia muito para que Lampião cuidasse do olho vazado, já que devia ser horrpiliante acordar , sentir um bafo e ver aquilo. Diante dessa insistência, ele se dirige a um hospital na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, dizendo ser um fazendeiro pernambucano. Virgulino tem o olho extraído pelo Dr. Bragança - um conhecido oftalmologista de todo o sertão - e passa um mês internado para se recuperar. Após pagar todas as despesas da internação, ele sai do hospital, escondido, durante a madrugada. Mas como adorou o que fez , tinha que se amostrar e deixou escrito, à carvão, na parede do quarto:
"Doutor, o senhor não operou fazendeiro nenhum. O olho que o senhor arrancou foi o do Capitão Virgulino Ferreira da Silva, Lampião".
No dia 28 de abril de 1938, o bando acampou na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Era noite, chovia muito e todos dormiam e se relacionavam em suas barracas. A poliçada chegou tão de mansinho que nem os cães pressentiram. Quando um cangaceiro deu o alarme, já era tarde demais.( Umas 11 da noite).
O ataque durou uns vinte minutos e poucos conseguiram escapar ao cerco e à morte. Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer, já que estava iluminado.
A poliçada , que adorava o Manson, de maneira bastante desumana, decepa a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando sua cabeça foi degolada. O mesmo ocorreu com Quinta-Feira, Mergulhão (os dois tiveram suas cabeças arrancadas em vida), Luis Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete e Macela. ( Comichão e Coçadinha poderiam entrar nesta lista , não?)
Feito isso, salgaram e colocaram em latas de querosene, contendo aguardente e cal. Os corpos mutilados e ensangüentados foram deixados a céu aberto para servirem de alimento aos urubus. (Isso mesmo um monte de torcedores do Sport e do Flamengo).
Para fechar com chave de ouro, vamos ilustrar a historinha?

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